Entrevista com o músico Bruno Britto
Nesta edição batemos um papo com o músico consagrado da noite de São José do Rio Preto e região, Bruno Britto. Ele nos fala o que acha do rock, estilos musicais, suas novas composições que estão sendo gravadas e muito mais. Confira!
Revista Tribos: De onde veio o interesse pela música?
Bruno: Veio muito cedo, acredito que com uns 8 anos.
Eu escutava meu irmão e seus amigos ouvindo vinis em um antigo aparelho de som. Eu “pirava” nos vinis, com só encartes, mesmo pq não chegava nem perto dos cd’s de hoje, principalmente na parte gráfica.
Revista Tribos: Quais foram suas primeiras influências no rock?
Bruno: Sempre gostei de cinema e isso me ajudou muito a ouvir música, sendo essa minha primeira influência musical de verdade, trilha sonoras, isso nos anos 80.
Nessa época peguei na mão vinis do U2 (q mais tarde se tornaria minha banda do coração) e do guns n’ roses, q me fez pegar mais gosto ainda pela música!
Dessa época pra frente comecei a ouvir bastante hard rock (Skid Row, Bon Jovi e o próprio Guns). Logo depois música mais pesada, até chegar no Thrash e Death Metal, q escuto até hoje e curto bastante essa lado agressivo do rock
Revista Tribos: Já se interessou por outro estilo musical?
Bruno: Interesso-me até hoje, mesmo porque quando você assume a postura da profissão “músico” vc tem q sempre estar ouvindo novas tendência musicais, lógico q sempre imponho limites musicais e apesar de ser acessível musicalmente no sentido de escutar qq coisa em qq ambiente, me limito a tocar somente o que faz parte do meu gosto musical, com uma grande ajuda do público, mesmo pq sem eles as coisas sempre ficam difíceis, fora o carinho q vc adquire por eles e eles tb sempre me recebem otimamente bem.
Escuto bastante artistas considerados contemporâneos, como Zeca Baleiro, Zelia Duncan, Lenine, Ed Motta, Elis Regina, etc
Revista Tribos: Você já gravou ou pretende gravar algum conteúdo próprio? Em que estilo seria esse som?
Bruno: Estou em fase de mixagem do meu primeiro cd autoral. Ele deve sair no finalzinho de fevereiro.
Quanto ao estilo, é um cd de pop/rock, com letras q falam dos sentimentos de uma forma geral, com ênfase no amor, lógico, pq brasileiro adora falar de amor, mas as vezes tem vergonha de assumir!
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Revista Tribos: Você está consagrado nos bar Vila Dionísio, as terças, a ponto do público não aceitar outra banda neste dia. Qual o segredo para manter a galera tão fiel?
Bruno: Na verdade não existe segredo, é uma coisa natural, eu sou eu mesmo dentro e fora do palco, assim não me coloco como sendo diferente das pessoas que me assistem. Sempre q acabo um show, ou mesmo qdo chego no bar, as pessoas se sentem a vontade pra conversar comigo e eu com elas. Meu sentimento com o público é recíproco. Adoro as pessoas, em como elas reagem qdo toco uma música q elas querem ouvir, ou mesmo as surpreendo com alguma coisa q elas não estão esperando, isso é ótimo!
Revista Tribos: Que dica você dá para as bandas que estão começando em rio preto?
Bruno: Pra se destacar hoje em dia, vc precisa primeiramente ter um bom material publicitário e um profissional que realmente entenda disso.
Depois vc tem q ver qual é o público alvo e analisar se realmente vale a pena investir no seu trabalho, mesmo pq o rock não é um estilo q esté em ascensão atualmente, não está morto como muita gente diz, simplesmente é difícil entrar no mercado.
Ter sempre uma mentalidade profissional e vc exerce isso juntamente com humildade e respeito ao público, e principalmente aos contrantes, pq são eles que te colocarão no mercado e sem eles fica difícil.
Cd de divulgação, um bom site, cartazes, release, tudo isso faz parte do investimento, não é só sair tocando. Esse é o motivo de termos profissionais musicalmente capacitados que não conseguem se destacar.
Revista Tribos: Com essa onda de sertanejo e axé que ultimamente na cidade e até no país, você acha que o rock está ficando esquecido?
Bruno:O rock nunca será esquecido!
O público o deixa de lado pra ouvir outros estilos, mesmo porque a midia impõe isso. Ela é a responsável pela alternância de estilos musicais, colocando aquilo que mais vende à tona.
Vc pode ver vários estilos q surgiram no Brasil e que foram esquecidos, como a lambada por exemplo, não voltam mais, somente em “revivals” q a televisão faz de vez em quando, ou algum artista de renome regrava algo.
Quando uma coisa é tocada demais se torna saturada, e esses estilos não têm pra onde ir, é limitado, não há como inovar como as bandas de rock fazem hoje em dia, mesmo com toda influência q cerca o rock, sempre terá alguém q inova.
Na verdade, sendo um rockeiro ignorante agora, tudo acaba menos o rock!
Rs
Revista Tribos: Deixe seu site ou blog para que nossos leitores possam conhecer melhor seu trabalho.
Bruno: www.brunobritto.com.br
E procure as minhas comunidades no orkut, sempre com o nome de Bruno Britto.
Revista Tribos: Nós da Revista Tribos, agradecemos pela entrevista e desejamos muito sucesso. Grande abraço.
Bruno: Eu q agradeço pelo espaço e pela iniciativa.
Um grande abraço em vcs e a todos os leitores.
Paz!


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